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10/nov/2005 - Comércio Eletrônico
Brasil lidera acesso aos sites governamentais, mas usabilidade ainda precisa melhorar |
Estudo do IBOPE Inteligência analisa sites dos governos estaduais e mostra que São Paulo e Rio de Janeiro lideram no volume de acesso domiciliar
A Internet tornou-se um importante canal de relacionamento dos cidadãos com o governo. Somente em agosto, mais de 4,4 milhões de brasileiros visitaram sites do setor público a partir de suas residências, segundo o IBOPE//NetRatings.
Esse número equivale a 37,1% do total de internautas domiciliares, um dos percentuais mais altos do mundo. Nos EUA, por exemplo, 33,1% dos internautas visitaram sites governamentais em agosto. Mas, apesar deste desempenho, os canais online dos governos estaduais têm muito a melhorar em termos de usabilidade, de acordo com o relatório Site Fácil: melhores práticas para governos estaduais, realizado pelo IBOPE Inteligência.
Conteúdo
O estudo analisou sites de 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal e constatou que boa parte deles ainda não possui soluções alinhadas com as melhores práticas em usabilidade.
"Analisamos os principais sites dos governos estaduais de acordo com 30 itens, englobando o primeiro contato, links, design, conteúdos indispensáveis e arquitetura da informação, entre outros. Mesmo os sites que mais se destacaram apresentam problemas básicos, como falta de destaque para conteúdos importantes, nomenclaturas inadequadas e utilização imprópria de banners", relata Marcelo Coutinho, diretor executivo do IBOPE Inteligência.
Os sites do governo de São Paulo e do Rio de Janeiro são os mais avançados e próximos do que se pode considerar ideal. Também são os que alcançam maior número de usuários domiciliares: 1,2 milhões e 423 mil respectivamente, de acordo com o IBOPE//NetRatings. Por outro lado, estados como Amapá, Tocantins, Acre, Rondônia e Alagoas obtiveram os piores resultados.
Organização da informação
De acordo com Coutinho, um site de governo precisa ser bem planejado e evoluir com maturidade. "Alguns sites vão agregando conteúdos e serviços sem se preocuparem com a facilidade do internauta em entender a lógica da navegação. A cada novo link criado é preciso pensar se ele será a solução ou a perdição do internauta", comenta.
Segundo o IBOPE Inteligência, o desafio para os governos estaduais é perceber que a Internet não pode ser uma ferramenta acessória, secundária, um simples canal para divulgação de informações. "Com base em estudos e recomendações das Nações Unidas, verificamos que no geral ainda estamos longe de atingir o estágio transacional pleno, para satisfazer os cidadãos de todas as classes sociais e desobstruir os meios físicos de atendimento, construindo uma imagem de governo eficiente", comenta Coutinho.
O estudo destaca que, apesar da maior parte do público com acesso domiciliar possuir alto grau de instrução, é necessário pensar na população de baixa escolaridade, o que acentua a necessidade de criar interfaces amigáveis, menus claros e ferramentas simples. No site do governo de São Paulo, por exemplo, mais de 15% dos visitantes domiciliares têm o primário incompleto.
Fonte: Ibope
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